Viajar é mais que pegar as malas e por o pé na estrada. É preciso planejar como chegar ao destino, onde se hospedar e como aproveitar cada minuto. Nesse post falaremos sobre hospedagem, mais especificamente, sobre o sistema all-inclusive.
O que é?
O sistema all-inclusive oferece ao hóspede todas as refeições: café da manhã, almoço, alguns oferecem o chá da tarde e o jantar. Alguns hotéis incluem todas as bebidas, inclusive as alcoólicas.
O preço é fechado, e em princípio você não gasta mais do que fechou com o hotel ao reservar a estadia.
A qualidade e a variedade de pratos e opções vai variar conforme a faixa de preço do hotel. Buffets costumam ser melhores que a la carte.
Quando é melhor optar por all-inclusive?
Vale a pena optar por esse sistema quando o destino não há muito a oferecer no quesito turismo. Sabe aquelas viagens apenas para descansar? Então, normalmente, os resorts e hotéis-fazenda oferecem tanta coisa (tirolesa, parque aquático, recreação infantil, passeio a cavalo), que as vezes nem vale a pena sair muito do estabelecimento.
Outra situação que vale muito a pena é quando as atrações turísticas estão bem próximas de onde você está hospedado. Você curte o destino e volta para o hotel pra fazer sua merecida refeição.
Agora, se o destino que você escolheu tem atrações demais, esqueça! Esqueça também quando o forte do lugar é a gastronomia (como Buenos Aires, por exemplo) e ficar preso ao hotel não é uma boa.
Pra quem é recomendado o sistema?
Senhores pais ou responsáveis, esse sistema é muito indicado pra vocês. Crianças e adolescentes são fontes de gastos e o all-inclusive evita o desnecessário. Famílias grandes também devem optar por esse sistema, já que está incluso na diária.
Pra quem é “bom de copo” também é recomendado. Bebidas são mais caras que comida e os chopes, caipirinhas, coquetéis, vinhos e outras alcoólicas podem fazer seu orçamento estourar. Se você puder optar por um all-inclusive com open bar, opte!
Na Atrápalo você encontra sugestões de hospedagem com sistema all-inclusive. Boa viagem e bom apetite!
Esse friozinho desencoraja muita gente de viajar, mas pra quem não abre mão de uma viagem, nem é necessário sair do Brasil pra curtir um destino de inverno. O Nordeste brasileiro que me perdoe, mas algumas regiões, principalmente serranas, são tão lindas e encantadoras quanto às praias do nosso país.
Em São Paulo há Campos do Jordão. A cidade é a mais famosa da Serra da Mantiqueira e possui uma construção charmosa – no estilo europeia, além da natureza privilegiada. Carinhosamente chamada de Suíça brasileira, Campos do Jordão oferece aos seus milhares de turistas: gastronomia diferenciada, passeios românticos e até um festival de inverno que acontece sempre em julho.
Gramado é o Top do inverno brasileiro. Arquitetura romântica, paisagem e natureza encantadoras e o clima indescritível das Serras Gaúchas. A cidade também recebe um festival de inverno e oferece inúmeras atrações e opções de passeios aos visitantes, que encontraram temperaturas baixas, muitas vezes abaixo de 0°C, podendo ocorrer geadas e ocasionais nevadas.
Na Serra da Mantiqueira também se encontra a cidade do sul de Minas que foi eleita em 2008 o melhor destino de inverno do Brasil e em 2009 recebeu o título de cidade mais romântica. Monte Verde está localizada num dos pontos mais altos da serra e é conhecida pelas belezas naturais e pelas baixas temperaturas.
Gonçalves também é um dos mais visitados destinos mineiros de inverno. Localizada no alto da Serra da Mantiqueira, a cidade é tranquila e perfeita para descansar e avistar cachoeiras e fazer trilhas. Há pousadas e chalés charmosos em Gonçalves que conquistam os turistas.
São Joaquim, em Santa Catarina, é uma das cidades mais altas do país, por isso é comum durante os meses de inverno ocorrer geadas e até precipitações de neve. É considerada a mais fria das cidades brasileiras.
No roteiro de inverno brasileiro podemos incluir também Curitiba, capital paranaense, eleita como melhor destino cultural. Na cidade do sul do Brasil há ótimos restaurantes e agrada quase 100% dos turistas que passam por lá.
Na região serrana do Rio, conhecido por seus 40°, também há cidades perfeitas pra receber os amantes do turismo de inverno. Teresópolis tem o charme das montanhas cariocas. Petrópolis, Magé e Guarimirim também são destinos de inverno do Rio de Janeiro e têm uma temporada de frio incrível para os turistas.
Quando a gente decide que vai viajar começamos a pensar “pra onde”. Escolhemos alguns destinos, comparamos o preço de um e de outro e tentamos pensar numa forma de tudo caber no nosso orçamento. Sabia que agora você pode começar ao contrário?
A Lançadeira é uma ferramenta da Atrápalo que existe há 5 anos e que ajuda os viajantes a encontrar o melhor preço de passagens aéreas. Como assim? Primeiro você escolhe quando quer viajar e para que região (Brasil, América, Europa…); a Atrápalo mostra um mapa com as opções mais baratas de voos e você escolhe a que couber no seu bolso. Veja um exemplo: De São Paulo, partindo dia 18/05/2012 por quatro dias, com destino à América do Sul.
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Viu que legal? Você não precisa mais quebrar a cabeça pra fazer a viagem caber no seu bolso! Confira aqui.
Consulado-geral em Londres (função prioritária de proteger e prestar o apoio possível ao cidadão brasileiro, em conformidade com as leis brasileiras e locais)
Quem tem filho, sobrinho, priminho ou convive com qualquer criança que seja sabe como elas são cheias de energia, imaginação, ideias e como ficam felizes quando o assunto é VIAGEM! Por outro lado, se tudo não for bem organizado, a criança pode ficar irritada e impaciente, daí pode tornar o passeio num pesadelo. Pra evitar isso, fui buscar dicas de como planejar uma viagem com crianças. Confira:
- Conte à criança sobre o roteiro da viagem
Faça a programação dos roteiros da família e sempre verifique se há atividades oferecidas às crianças no local escolhido, desde o hotel até os restaurantes.
Para não deixar a criança muito ansiosa, cerca de duas semanas antes da viagem comece a contar histórias sobre o destino e a descrever os passeios que vocês farão durante a viagem. Mostre fotos, assim a criança criará expectativas positivas e facilmente se ajustará a mudança de rotina.
Deixá-las ciente do roteiro ajuda a não deixa-las irritadas quando o passeio for uma visita a um museu, por exemplo. Ela saberá o que virá depois daquilo e dificilmente ficará impaciente.
- De olho na saúde
É recomendável consultar o pediatra da criança ou o médico da famíliapara orientações sobre vacinação, medicamentos e alimentação de acordo com o destino da viagem.
As crianças são mais suscetíveis às mudanças de temperatura e podem contrair infecções mais facilmente. Por isso sempre carregue agasalhos e medicamentos adequados. Durante as férias de verão devemos ficar atentos a hidratação e a proteção solar e sem esquecer-se de providenciar uma alimentação leve para evitar ou amenizar os enjoos com o movimento do carro ou avião.
Não é aconselhável viajar de avião com bebês com menos de um mês de vida, já que as alterações de pressão podem lhes causar problemas respiratórios. No caso de viagens de avião com bebês com mais de um mês, a dica é amamentar ou dar mamadeira durante a decolagem e pouso, pois o ato de sugar e mastigar alivia os sintomas de mudança de pressão nos pequenos.
Se seu bebê já come papinhas é só pedir para a comissária de bordo aquecer o pote.
- Documentação
Se a viagem for internacional, a validade do passaporte das crianças deve ser verificada com antecedência, porque o documento delas tem um prazo menor comparados com o de adulto. Verifique também se há necessidade de visto para as crianças junto ao consulado do país de destino e à Polícia Federal do Brasil.
Qualquer viagem aérea, seja nacional ou internacional, é exigida autorização dos pais ou responsáveis para menores de 18 anos desacompanhados por um ou por ambos os pais. A autorização deve ter firma reconhecida em cartório.
No caso de embarque de bebês é preciso a certidão de nascimento e em viagens internacionais também será exigido o passaporte.
Nas viagens de ônibus menores de 12 anos desacompanhados de pais ou responsáveis precisam de autorização judicial.
- Agenda flexível
Com crianças na viagem, as chances de que ocorram imprevistos é maior e uma agenda sem vagas pode cansá-las e entediá-las. Programe algumas atividades turísticas e deixe espaço para decisões de última hora como tomar um sorvete ou visitar um parque de diversões local.
- Viagens de ônibus
Se você decidiu ir de carro até o destino, se prepare para fazer algumas paradas. Crianças precisam gastar energia e ficam irritadas em viagens muito longas. O ideal é fazer pausas rápidas (10 minutos) a cada duas horas. Se houver espaço, deixe-as correr e, se não, peça para elas pularem um pouco, se alongarem, brincar de vivo ou morto… Qualquer coisa que as faça gastar energia sem correr riscos de acidentes (como em rodovias).
As comidas devem ser levinhas e sem gordura e sem refrigerantes. Crianças não toleram fome, sede, calor ou frio sem reclamar e para evitar aborrecimentos, leve frutas, pães, bolachas, barras de cereal, sucos de caixinha e água.
Mantenha sempre a mão uma toalha grande de praia ou um cobertorzinho, que pode servir para limpar a bagunça, protegê-las do sol, ou cobri-las caso faça frio inesperadamente.
Não se esqueça do protetor solar, de chapéus, repelentes contra insetos, kit de curativos, agasalhos e uma muda de roupa em uma malinha mais fácil.
Uma outra dica é surpreender as crianças durante o trajeto para o tédio delas. Convidá-las a cantar, contar histórias com elementos da viagem e ouvir músicas divertidas podem funcionar como distração.
Vale a velha dica de colocar cartões de identificação no bolso, colar na roupa ou num colar no pescoço da criança. Outra opção é vesti-las com cores vibrantes ou coletes de identificação para não perdê-las de vista.
As dicas são simples, mas eficazes e vão ajudar para que a viagem em família seja tranquila, organizada e inesquecível.
Dois dos países mais visitados por brasileiros são nossos vizinhos Argentina e Chile, que compartilham de 5 mil km de fronteira. Ricardo Freire abordou 5 roteiros para conhecer os dois países em uma só viagem.
Roteiro 1 – SANTIAGO + MENDOZA
Mendoza, a cidade argentina do vinho, está há apenas 350 km de Santiago do Chile. Combinar as duas cidades na mesma viagem encurta distâncias e oferece o mais belo ponto de travessia dos Andes, tanto pelo ar, quanto por terra.
Dica: Você pode voar a Santiago e, depois de uns dias, pegar um ônibus para Mendoza. São 6 horas de viagem; vá de dia e curta vistas incríveis (tente reservar o assento da frente, no segundo andar). Em Mendoza, além de degustações em vinícolas, aproveite para fazer as atividades de ecoturismo nos arredores. Prossiga de avião, seja de volta a Santiago, seja a Buenos Aires, para aproveitar uns dias antes de regressar ao Brasil.
Roteiro 2 – BARILOCHE + LAGOS ANDINOS CHILENOS
Outra combinação clássica e fantástica. Ao contrário do que muita gente pensa, a melhor época para fazer esta viagem combinada é fora do inverno, quando as atividades lacustres ficam mais interessantes e todos os caminhos estão desimpedidos. O verão é a época preferida pelos argentinos e chilenos para desfrutar da região dos lagos. (Claro que, para ver neve, é preciso ir entre meados de junho e meados de setembro. E neste caso, é melhor não planejar deslocamentos e se concentrar nas atividades da estação de esqui mais próxima.).
Vá para Bariloche (se tiver tempo sobrando, vá de ônibus de Buenos Aires até lá, porque sai muito mais barato) e aproveite uns dias por lá. A cidade é linda e tem muita coisa pra fazer, então faça a travessia pelo Cruce Andino, que navega durante um dia inteiro por três lagos até Puerto Varas. Volte de ônibus a Bariloche (5 horas de viagem), para não repetir o mesmo trajeto ou voe para Santiago.
Roteiro 3 – EL CALAFATE + PUERTO NATALES
As duas cidades não são muito conhecidas, mas nelas estão algumas das maiores atrações naturais da América: o glaciar Perito Moreno (a uma hora do centrinho de El Calafate, na Argentina) e o parque nacional de Torres del Paine (a uma hora de Puerto Natales, no Chile).
Você pode voar a El Calafate, via Buenos Aires, e depois pegar um ônibus a Puerto Natales (são 5 horas de viagem para ir e outras tantas para voltar).
Caso queira ir por um país e voltar pelo outro, comece pelo Chile: voe a Punta Arenas, então pegue um ônibus a Puerto Natales (3 horas de percurso), prossiga depois de uns dias a El Calafate (5 horas) e então retorne de avião ao Brasil via Buenos Aires.
Roteiro 4 – USHUAIA + PUNTA ARENAS (com extensão a Puerto Natales e El Calafate)
Assim como o restante do território patagônico, a Terra do Fogo também é dividida entre Argentina e Chile.
As cidades mais austrais dos dois países, Ushuaia, do lado argentino, e Punta Arenas, chileno, são ligadas por ônibus que fazem a viagem em doze horas (com uma travessia de balsa por um canal). É possível também viajar entre as duas cidades por navios de cruzeiro que passam pelo canal de Beagle, contornam o Cabo Horn e passam ao longo de glaciares no estreito de Magalhães.
A viagem fica mais completa quando você aproveita também para visitar Torres del Paine e El Calafate. Voe até Ushuaia. Vá de cruzeiro ou ônibus a Punta Arenas. Siga de ônibus a Puerto Natales (3 horas de viagem). Depois de visitar Torres del Paine, continue de ônibus a El Calafate, na Argentina (5 horas de percurso). Volte de avião de El Calafate.
Querendo evitar a viagem de ônibus entre Ushuaia e Punta Arenas, voe de Ushuaia a El Calafate e então atravesse de ônibus para Puerto Natales. Volte de avião a partir de Punta Arenas via Santiago.
Roteiro 5 – SALTA + ATACAMA
No norte argentino há paisagens maravilhosas. A árida região de Salta, Jujuy e Quebrada de Humahuaca tem formações geológicas belíssimas e serve como ante-sala para visitar o vizinho mais famoso: o deserto do Atacama, uma das regiões mais cobiçadas do Chile.
É possível voar a Salta via Buenos Aires. De lá, quatro vezes por semana saem ônibus para San Pedro de Atacama (via Jujuy). A viagem leva 11 horas. Voe ao Brasil de Calama, via Santiago.
Se tiver no pique, inclua no roteiro o Salar de Uyuni, na Bolívia, fazendo um bem-bolado de três regiões fronteiriças.
Com esses cinco roteiros nem preciso desejar boa viagem!
O número de pessoas que viajam a trabalho é cada vez maior. Reuniões, visitas a clientes, compras, vendas, etc., etc., etc. Se você está prestes a fazer uma viagem de negócios, leia e anote as dicas.
Viagens de negócios devem ser agendadas com certa antecedência para que todos os detalhes estejam acertados. Anote numa agenda todos os compromissos, nomes de pessoas e seus respectivos cargos, endereços, telefones e tudo o mais que se relacionar com a viagem e às reuniões.
Antes de sair de casa certifique-se de que a documentação está completa e que não está esquecendo nada. Fazer um check list pode ser uma boa forma para se organizar. Chegue cedo ao aeroporto para não correr o risco de perder o avião.
Não complete tanto a sua agenda. Deixar folgas entre uma reunião e outra é importante para o caso de surgir novas oportunidades de encontros e contatos.
Para otimizar sua viagem, inclua em sua agenda um tempinho para entender o mercado do país ou cidade que você está visitando, conhecer as tendências, visitar outras empresas e feiras que interessem ao seu ramo de atuação. Os momentos de lazer não são um “bônus”, mas sim uma oportunidade para conhecer a cultura e os costumes locais.
Ei, não se esqueça de levar alguns cartões, inclusive em inglês .
Você planeja sua viagem nos mínimos detalhes. Decide para onde ir, reserva hotel, cria um roteiro e compra as passagens com datas e horários perfeitos para o seu plano. Quando chega ao aeroporto fica sabendo que seu voo sairá atrasado ou cancelado. O que fazer?
Você deve se dirigir à empresa aérea contratada caso se sinta prejudicado de alguma maneira. Você pode procurar pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que analisará a reclamação e, caso constate o descumprimento de normas, poderá aplicar uma multa.
Em caso de voo atrasado por mais de 4 horas ou cancelado, a empresa aérea deve fazer o reembolso ao passageiro. A empresa aérea ainda pode oferecer créditos em programas de milhagem, ao invés do valor do ticket. Se te interessar, aceite!
Direitos do passageiro
As empresas aéreas são obrigadas a manter os passageiros informados, meios online e telefone para comunicação, garantir a alimentação (em atrasos superiores a duas horas) e, se a espera ultrapassar quatro horas, providenciar acomodação.
Ela também é obrigada a tentar encaixá-lo no próximo voo, endossar a passagem em outra companhia, mesmo que concorrente, ou oferecer outro tipo de transporte para completar o trajeto. Se você preferir, em caso de cancelamento, overbooking ou atraso de mais de quatro horas, o valor da tarifa pode ser devolvido. E quem estiver em conexão pode voltar ao aeroporto inicial de graça.
Voo atrasado ou cancelado no exterior. O que fazer?
Se sua viagem acabou virando um tormento fora do Brasil, fique ligado, pois as regras para companhias aéreas no exterior não são as mesmas vigentes por aqui. Em alguns países é a própria empresa que determina seus deveres como contratada. Essas informações estão nos sites e a dica é imprimir para estar com elas sempre à mão quando ocorrer algum problema.
Viajar nos deixa mais relaxados e parece que não temos com o que se preocupar, mas a verdade é outra. Quem se descuida durante as viagens se torna alvo de ladrões e quadrilhas.
Segundo Niv Steiman, gerente do Grupo GR, empresa especializada em segurança, é comum que as pessoas se sintam em casa quando estão no hotel e por isso deixam seus pertences espalhados pelo quarto. Ele afirma que o melhor é deixar seus objetos pessoais dentro da mala, lacrada com cadeado. “Se a mala for violada, há como reclamar com o gerente, mas se os objetos estavam espalhados pelo quarto, não há nem como provar sua existência”, menciona o especialista em segurança. Você deve usar o cofre do hotel ou do quarto para guardar itens que eles acham prioritários e se não houver cofre, verifique na recepção se há um local seguro para esta finalidade.
O delegado da Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista em São Paulo (Deatur), Rui Karana, diz que mesmo antes de chegar ao quarto é preciso tomar cuidado para não deixar as malas fora de seu campo de visão. É comum neste momento colocar as malas no chão e ficar entretido com o recepcionista do hotel e, consequentemente, menos atento à bagagem. “Colocar as malas no chão é o erro mais comum e a maior causa de furtos em hotéis“, avalia o delegado.
Na hora do tour pela cidade, fique atento quando for carregar itens eletrônicos como máquinas fotografias, celulares e filmadoras. A orientação de Niv Steiman é que se use uma mochila ou bolsa comum, mantendo sempre à mão e não às costas. O delegado Rui Karana ressalta que outro erro dos viajantes é sair do hotel com mais de um ou com todos seus documentos de identificação. O ideal é carregar consigo apenas um documento, mantendo os demais em locais seguros.
Quando for enfrentar situações com muita aglomeração, como shows, parques e praia, a dica é deixar no hotel o máximo de pertences que for possível. Leve com você apenas um documento de identificação e uma quantia em dinheiro que você pretende gastar. Não carregue nada nos bolsos, principalmente os traseiros. O ideal é usar um porta-documento (pequena bolsa presa à cintura por baixo da roupa).
Em 98% dos casos, sair do aeroporto no intervalo entre voos em viagens internacionais não é recomendável. Ricardo Freire lista os motivos disso e conta quais são as viagens que fazem parte dos 2% recomendável.
1 – O intervalo entre voos é menor do que você imagina.
Imagine que você tem 6 horas no aeroporto. Na verdade, não tem, não. Até você conseguir sair do avião e passar pela imigração é possível que já tenha passado uma hora ou mais. Para o próximo voo, você precisa estar no portão de embarque com meia hora, no mínimo, de antecedência. Ou seja: aquele intervalo inicial de 6 horas já baixou para 4 horas e meia, se tudo correr bem. Se o primeiro voo atrasar então, esquece.
2 – Trajetos entre aeroporto e cidade são longos, caros e estressantes.
Se você parar um pouquinho para pensar, vai se lembrar de que a chegada do aeroporto à cidade e a ida da cidade ao aeroporto são os dois momentos mais desagradáveis de qualquer viagem. É raro o aeroporto que não esteja a, pelo menos, 1 hora do centro da cidade. O táxi sempre é caro e o transporte público raramente tem cara de passeio. Ao resolver sair do aeroporto entre voos, você consegue a proeza de acrescentar mais dois trajetos chatérrimos à sua viagem — e o pior de tudo: no mesmo dia! Com poucas horas de diferença! Vale investir 100 dólares? Fora a grana, tem outro aspecto matemático importante: conte em perder duas horas na brincadeira. Lembra aquele intervalo de 6 horas? Já virou duas horas e meia.
3 – O que você faz com a bagagem de mão?
É raro o aeroporto que ofereça guarda-volumes e, quando oferece, nunca é tão fácil assim de achar. No mínimo, você tem que diminuir mais 30 ou 40 minutos do seu intervalo, que é o tempo de ir até o cafundó onde esteja o guarda-volumes e passar lá na volta. O jeito normalmente é carregar o trambolho com você. Continua a fim?
4 – É preciso estar de volta ao aeroporto com 1h/1h30 de antecedência.
Mesmo que você já tenha o cartão de embarque do voo seguinte na mão, terá que passar pelos procedimentos de segurança. Pense em perder entre meia hora e 45 minutos nesses perrengues (sobretudo nos Estados Unidos). E como é preciso estar ao portão de embarque no máximo meia hora antes do horário de saída do voo, o jeito é diminuir mais uma hora ou (nos Estados Unidos) uma hora e meia do seu intervalo. Ou seja: de um suposto intervalo de 6 horas entre dois voos, sobrou 60 ou 90 minutos. Convinceu?
5 – Em resumo: diminua entre 4 e 5 horas do seu intervalo.
É o cálculo mínimo realista: 1 hora para desembarque e imigração; 2 horas para ir e voltar da cidade; 1h de antecedência para procedimentos de segurança e embarque. Querendo mais segurança, acrescenta-se mais meia hora para o caminho de volta (nunca se sabe) e meia hora para o reembarque, o que dá 5 horas. (E não se esqueça de torcer para que o voo não atrase).
AS EXCEÇÕES: QUANDO E ONDE VALE A PENA SAIR DO AEROPORTO – 2%
Quando: a partir de 10/12 horas de intervalo
Se você quer aproveitar o pit stop de avião para dar uma voltinha na cidade, e não tem trauma de transporte aeroporto-cidade-aeroporto, tente programar o seu vôo com um intervalo grandalhão (não se esqueça de insistir no check-in para a sua bagagem ser despachada ao destino final, senão você vai arranjar outro problema). Tendo pelo menos 4 ou 5 horas livres na cidade (descontadas aquelas 5 horas de chegada, transporte e reapresentação) você pode fazer um passeio sem stress. Mas não arranje muito lerê nessas quatro ou cinco horinhas: fazer compras, caminhar e comer na rua é sempre mais gostoso do que se meter num museu ou perder mais uma hora na fila para subir num mirante.
Outra boa solução para um intervalo a partir de 8 horas é descansar num hotel de aeroporto. Pergunte por tarifas day-use.
Onde: Panamá, Cingapura, Dubai, Lisboa
Os melhores lugares para aproveitar intervalos entre voos para “turistar” são aqueles destinos eminentemente turísticos que funcionem como “hubs”. Esses aeroportos estão acostumados com viajantes que precisam matar um tempão entre um voo e outro e já oferecem facilidades. Em Cingapura há city-tours para turistas em trânsito. Em Dubai o táxi é barato e em meia hora você chega ao shopping Madinat Jumeirah (de onde se avista o Burj Al Arab) ou à torre Burj Dubai. Lisboa também tem um aeroporto bastante central; em 15 minutos (e 10 euros) você está no Chiado. E no Panamá os motoristas de táxi têm roteiros e tabelas prontos; quem tem 8 horas livres entre voos (descontada a uma hora de imigração e a hora e meia de reapresentação) pode pensar até em dar um pulinho no Canal.
No mais, tenha um livro em mãos, tome um café da manhã reforçado, almoce, dê uma passadinha no free shop… Sair do aeroporto com poucas horas entre voos, não!